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FIDES VIVA

5 de outubro

Santa Faustina Kowalska

A apóstola da Divina Misericórdia, seu Diário e o Terço

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Capítulos
  1. 0:00O anjo que a acordava
  2. 5:02A música do parque Veneza
  3. 8:02«Esta moça não é para nós»
  4. 11:58A noite e o genro
  5. 14:37A cela de Płock
  6. 18:36O sacerdote que não queria acreditar
  7. 22:44A janela de Ostra Brama
  8. 26:10O terço em Prądnik
  9. 29:57O círio ardeu o tempo todo
  10. 33:29Dezenove anos no altar
  11. 37:15O domingo que ela pediu
  12. 41:11Sob a imagem

No fim da tarde de um domingo de inverno, numa cela de Płock, na Polônia, uma jovem religiosa que vende pão numa loja vê Jesus vestido de branco. Do peito dele saem dois raios, um vermelho e outro pálido. Ele lhe pede uma imagem, com uma frase de poucas palavras embaixo.

Essa religiosa se chamava Helena Kowalska. No convento, era a Irmã Faustina. Não sabia pintar. Tinha frequentado a escola só três anos, e uma de suas formadoras a havia julgado «nada promissora».

Hoje essa imagem está em casas e paróquias de meio mundo. Muitos rezam o Terço da Misericórdia, que Jesus lhe ensinou, e a Igreja inteira celebra o Domingo da Divina Misericórdia, que ela pediu. Antes disso, houve um padre que não acreditou nela e mandou examinar sua saúde mental. Houve uns cadernos que ela mesma queimou. E houve um dia em que Roma proibiu propagar aquela devoção do jeito que ela a tinha deixado. Aquele Domingo da Divina Misericórdia chegaria, mas ela já não o veria.

As palavras eram estas: Jesus, eu confio em Vós.

Quem era essa moça em quem quase ninguém acreditava, e como aquelas poucas palavras chegaram aos lábios de milhões?

O anjo que a acordava

Era noite numa casa térrea de Głogowiec, longe das estradas, com uma pequena capela na frente. Uma menina se levantou da cama, se ajoelhou e começou a rezar. Era Helena, a terceira dos dez filhos de um casal de camponeses pobres. Tinha nascido em 1905 naquele vilarejo do centro da Polônia, numa terra que a Rússia ainda governava.

A mãe, que não sabia ler mas era quem ensinava a fé aos filhos, a encontrou ajoelhada e ralhou com ela: «Você vai ficar louca de tanto acordar e não dormir». A menina respondeu: «Mãezinha, deve ser o anjo que me acorda para eu não dormir e rezar». De manhã, era o pai quem cantava o Ofício de Nossa Senhora. Se a mãe reclamava que ele ia acordar as crianças, ele respondia: «Desde pequenos eles precisam aprender que o mais importante é Deus».

Aquela oração noturna tinha um começo. Aos sete anos, ela estava na paróquia para a oração das Vésperas, a oração da tarde, com o Senhor Jesus exposto no ostensório sobre o altar. Ali sentiu pela primeira vez o amor de Deus enchendo seu pequeno coração. Desde então, soube que era chamada.

Aos nove, fez a Primeira Comunhão e voltou sozinha para casa. Uma vizinha perguntou por que ela não ia com as amigas. Ela respondeu: «Não vou sozinha, vou com o Senhor Jesus».

A fé virava gesto. Chegavam pobres ao povoado pedindo pão, e uma vez ela vestiu a roupa velha da mãe e foi de casa em casa disfarçada de mendiga. O que juntou, entregou ao pároco, para eles. Lia em voz alta vidas de santos da pequena biblioteca do pai. No dia seguinte, cuidando do gado, contava as histórias às outras crianças: eremitas que só comiam raízes, frutinhas silvestres e mel do mato. Dizia que, quando crescesse, entraria num convento. As crianças riam.

Mas a pobreza impunha um limite. A escola chegou a Świnice, o povoado da paróquia, em 1917, quando aquelas terras se libertaram do domínio russo. Durou pouco: Helena teve de ceder o lugar às crianças menores.

Aos dezesseis, se despediu pela primeira vez da família. Foi trabalhar como empregada em Aleksandrów, perto da cidade de Łódź, numa casa com loja e padaria e sem água encanada. Carregava baldes, esfregava o chão e servia a comida aos padeiros. Um dia, viu ali uma grande claridade. Pensou que fosse fogo e gritou, bem na hora em que os padeiros punham o pão no forno. Não havia nada queimando.

Pouco depois, voltou a Głogowiec e pediu licença para entrar num convento. Os pais disseram que não. Não queriam esse destino para a melhor de suas filhas e deram como desculpa a falta de dinheiro para o dote, aquilo que uma candidata devia levar ao entrar.

Helena voltou a trabalhar como empregada, agora em Łódź, e o chamado foi com ela.

A música do parque Veneza

Na casa de Łódź onde morava, havia um homem doente, abrigado num vão debaixo da escada. Helena levava comida para ele. Preocupou-se também com a alma dele e lhe arranjou um padre.

Aos dezoito anos, voltou a pedir aos pais que a deixassem entrar num convento. A resposta foi a mesma: não. Então se entregou às diversões da vida. Os chamados da graça não paravam, e tinham se tornado para ela «um grande tormento». Tentava abafá-los se distraindo. Por isso, quando a convidaram para uma festa com baile no parque Veneza, disse que sim.

Assim que começou a dançar, naquele julho de 1924, viu de repente Jesus ao seu lado. Estava martirizado, despojado das vestes, coberto de chagas. E falou com ela:

«Até quando me farás sofrer, até quando me enganarás?».

Disse aos acompanhantes que estava com dor de cabeça e foi embora. A igreja mais próxima era a catedral de Santo Estanislau Kostka.

Lá dentro, diante do Santíssimo, ela se prostrou em cruz, estendida no chão com os braços abertos. Pediu ao Senhor que lhe dissesse o que devia fazer. A resposta veio clara, na alma:

«Vai imediatamente a Varsóvia, lá entrarás num convento».

Não pediu de novo licença aos pais. Juntou suas coisas e partiu para a capital.

Em Varsóvia, não conhecia ninguém. Foi pedir ajuda ao pároco da igreja de São Tiago. O padre escreveu umas linhas num cartão: não conhecia a moça, mas desejava que ela servisse. Com esse cartão, mandou-a para Ostrówek, para a casa de uma família que precisava de ajuda com as crianças.

Ali a trataram como alguém da família. A dona da casa ouvia muitas vezes o riso dela, sadio e alegre, e a sua voz, porque ela cantava muito. Um canto lhe voltava sempre aos lábios: «Hei de adorar Jesus escondido no Sacramento».

A dona da casa pensou em casá-la. Mas na oitava de Corpus Christi, os oito dias que prolongam a festa do Corpo de Cristo, durante as vésperas, Deus encheu a alma de Helena de uma luz interior. Com palavras simples, ela prometeu a Jesus castidade para sempre. Naquele momento fez «uma celinha» no coração, e ali se encontraria sempre com Ele.

O cartão do pároco tinha lhe dado um trabalho. Ainda faltava um convento. De Ostrówek, ela pegava o trem para Varsóvia vez após vez, para bater à porta dos conventos.

«Esta moça não é para nós»

Em Varsóvia, cada convento em que ela batia a mandava embora. Por fim, bateu à porta da casa de uma congregação na rua Żytnia. Uma daquelas religiosas, que anos depois seria sua formadora, resumiria sem rodeios a primeira impressão que teve dela: «Uma magricela, franzina, pobre, sem expressão, nada promissora».

A superiora da casa, madre Micaela Moraczewska, quis vê-la pessoalmente e desceu ao parlatório, a sala onde as irmãs recebiam as visitas. Entreabriu a porta. A moça estava sentada e não a viu. Tinha uma aparência um tanto descuidada. A madre pensou: «Ah, esta moça não é para nós!».

Fechou a porta sem fazer barulho. Ia mandar outra irmã com a recusa.

Mas parou. Por amor ao próximo, devia ao menos lhe fazer algumas perguntas. Voltou e conversou com ela. De perto, a madre se deixou conquistar pelo sorriso da moça, pelo seu rosto, pela sua simplicidade e pelo seu bom senso, e logo quis aceitá-la.

Helena guardava na memória mais um passo daquela manhã. A superiora a mandou perguntar ao «Senhor da casa», e ela entendeu que devia ir à capela. Ali, diante de Jesus, ouviu na alma: «Eu te recebo, estás no meu Coração». Voltou ao parlatório e repetiu essas palavras. A resposta foi: «Se o Senhor te recebeu, eu também te recebo». Madre Micaela, na sua própria lembrança, guardou apenas a porta e as perguntas.

Restava a pobreza. Helena não tinha enxoval, as roupas e o indispensável que cada candidata devia levar ao entrar. Aquela congregação tinha nascido para acolher moças que precisavam refazer a vida, e a casa não tinha recursos para lhe dar o enxoval. Combinaram que ela trabalharia por um tempo e traria o que conseguisse juntar. A superiora se despediu e esqueceu o assunto.

Meses depois, uma mocinha apareceu na portaria com sessenta zlótis para que os guardassem, e disse que fazia aquilo por indicação da superiora. Escreveram contando isso à madre Micaela, que já estava em Vilnius, e ela levou um tempo para lembrar de quem estavam falando. Ao fim de um ano, já eram algumas centenas: o suficiente para o enxoval modesto de uma freira.

No dia primeiro de agosto de 1925, véspera da festa de Nossa Senhora dos Anjos, Helena atravessou a porta da clausura, a parte do convento reservada às irmãs. Sentia-se imensamente feliz, como se entrasse «na vida do paraíso».

Três semanas depois, alguma coisa lhe pesava. Naquela casa havia pouco tempo para rezar. Decidiu passar para um convento de regra mais rigorosa.

Naquela noite, prostrada em cruz na sua cela, viu o rosto dolorido de Jesus. Perguntou-lhe quem lhe tinha causado tanta dor. Ouviu:

«Tu vais me ferir dolorosamente se saíres deste convento. Chamei-te para cá, e não para outro lugar, e tenho preparadas para ti muitas graças».

Pediu perdão. E na mesma hora mudou sua decisão.

Mas a saúde dela começou a fraquejar, e a mandaram se recuperar numa casa nos arredores, em Skolimów.

A noite e o genro

Naquela casa de Skolimów, com o corpo desgastado pelos jejuns, Helena perguntou a Jesus por quem devia rezar. A resposta foi uma visão do purgatório. Era um lugar «nebuloso, cheio de fogo», onde o maior tormento das almas era a saudade de Deus. No fundo da alma, ouviu: «A minha misericórdia não o deseja, mas a justiça o exige»

Desde então, passou a rezar por aquelas almas com mais fervor.

No noviciado de Cracóvia, em Łagiewniki, ela já se chamava Irmã Maria Faustina. No fim do primeiro ano, sua alma escureceu. Começava a sua noite escura, um tempo em que a oração não traz nenhum consolo e parece que Deus foi embora. Ela não entendia o que lia. Sentia que sua oração não agradava a Deus. Não tinha coragem de levantar os olhos para Ele: prostrava-se «como pó a seus pés» e mendigava a sua misericórdia. Chegou a acreditar firmemente que Deus a tinha rejeitado.

A mestra de noviças percebeu o que estava acontecendo com ela. Pediu que deixasse de lado as orações longas e rezasse jaculatórias, orações brevíssimas que cabem num suspiro. E explicou que Deus é sempre Pai, também quando põe à prova.

Também houve dias de luz. Na primavera de 1928, no dia dos seus primeiros votos, os pais dela atravessaram a porta do convento. Fazia anos que não a viam. Encontraram-na feliz, muito alegre. Ao pai, que tinha se oposto com todas as forças, a jovem religiosa disse:

«Está vendo, papai… Este, a quem fiz os meus votos, é o meu esposo e o seu genro».

Aquelas palavras e a alegria da filha os convenceram. Eles aceitaram a vida de freira dela.

Depois a mandaram de uma casa da congregação para outra, e em várias delas coube-lhe a cozinha; nos seus últimos anos, também a portaria. Em Płock, puseram-na atrás do balcão de uma loja, para vender o pão que saía da padaria. Num domingo de fevereiro de 1931, quando já anoitecia, ela voltou para a sua cela.

A cela de Płock

Na penumbra estava Jesus, vestido de branco. Tinha a mão direita levantada para abençoar. Com a esquerda tocava a túnica sobre o peito, e dali brotavam dois raios, um vermelho e outro pálido. Irmã Faustina o olhava em silêncio. Depois de um momento, Ele falou:

«Pinta uma imagem conforme o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós».

Jesus queria que essa imagem fosse venerada primeiro na capela das irmãs e depois no mundo inteiro. E prometeu que a alma que a venerasse não pereceria.

Ela confiou isso ao seu confessor. O sacerdote a ouviu e lhe deu uma resposta prudente: que pintasse essa imagem na sua alma. Mas, ao sair do confessionário, Faustina ouviu: «A minha imagem já está na tua alma». Jesus a queria pintada com pincel e abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa: «Esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia».

A superiora da casa pediu um sinal. A resposta de Jesus foi simples: o sinal seriam as graças que Ele concedesse por meio dessa imagem. Por aquele sinal seria preciso esperar.

Faustina não sabia pintar. Pediu ajuda a outra irmã, que também não sabia e lhe ofereceu escolher entre os muitos santinhos bonitos que guardava. Faustina agradeceu e não aceitou nenhum.

Pelos corredores começaram os cochichos. Umas a alertavam de que estava vivendo uma ilusão. Outras a repreendiam, chamando-a de histérica e exaltada. Ela decidiu suportar tudo em silêncio. As superioras a mandavam aos sacerdotes, e os sacerdotes, às superioras.

Quando Jesus voltou, ela lhe perguntou: «Jesus, sois Vós o meu Deus ou sois um fantasma? As superioras me dizem que existem ilusões e toda espécie de fantasmas». Se era o seu Senhor, que a abençoasse. Ele fez sobre ela um grande sinal da cruz, e ela se benzeu. Depois lhe pediu perdão por ter perguntado. Jesus respondeu que aquilo não O tinha desagradado. Pelo contrário: a confiança dela Lhe agradava muito.

Essa confiança encontrou apoio em Walendów, em novembro de 1932, durante um retiro espiritual, dias inteiros de silêncio e oração. Um jesuíta que lecionava em Roma a ouviu em confissão. Garantiu-lhe que o que ela vivia não era histeria, nem sonho, nem ilusão. Pediu que fosse fiel a essas graças e que pedisse a Deus um diretor que a guiasse.

Cheia de alegria, seguiu para Varsóvia para a sua terceira provação, o último tempo de preparação antes dos votos para sempre. Lá falou com a madre geral, a madre Micaela, a mesma que anos antes a tinha recebido no parlatório da rua Żytnia. Faustina lhe disse que precisava pintar um quadro.

A madre geral respondeu:

«Está bem, irmã, eu lhe darei as tintas e a tela para que pinte».

Faustina saiu dali entristecida.

Em Cracóvia fez os votos perpétuos, e o bispo lhe entregou um anel com o nome de Jesus gravado. Depois a enviaram a Vilnius, para cuidar de um jardim, ela que nunca tinha sido jardineira. Lá esperava o sacerdote que o Senhor lhe havia prometido.

O sacerdote que não queria acreditar

Em Vilnius, uma cidade que hoje pertence à Lituânia, chegou a semana em que a comunidade se confessava. Ao ver o sacerdote, Irmã Faustina reconheceu com alegria um rosto que já conhecia de uma visão, e ouviu na alma: «Eis o meu servo fiel; ele te ajudará a cumprir a minha vontade aqui na terra».

Era o padre Miguel Sopoćko, confessor das irmãs e professor na universidade da cidade. Ela lhe disse sem rodeios que o conhecia de uma visão e que ele devia ser o seu diretor. O sacerdote desdenhou do relato e decidiu pô-la à prova.

Com permissão da superiora, Faustina procurou outro confessor. Algum tempo depois, voltou. Disse-lhe que podia suportar o que fosse preciso, mas que já não tentaria evitá-lo.

Ele temia ilusões, alucinações. Pediu informações à superiora da casa, a madre Irene, e um exame da saúde física e mental daquela irmã. A médica que a examinou atestou que ela gozava de saúde mental.

Mesmo assim, o padre Sopoćko esperou. Rezou. Consultou outros sacerdotes sem dizer de quem se tratava. Por fim decidiu mandar pintar a imagem, e não escondeu o motivo: «mais levado pela curiosidade de saber como seria a imagem do que pela fé na autenticidade das visões da Irmã Faustina».

No começo de 1934, com a madre Irene, Faustina entrou pela primeira vez no ateliê de Eugênio Kazimirowski. Era um pintor que morava na mesma casa que o padre e que aceitou a encomenda mediante pagamento. Para não chamar a atenção das irmãs, todo sábado iam à Missa no santuário de Nossa Senhora de Ostra Brama e depois passavam pelo ateliê. Lá ela indicava cada detalhe.

O padre fazia perguntas sobre os raios, sobre a inscrição. Ela as levava a Jesus na oração e voltava com a resposta: os raios eram o Sangue e a Água, e o olhar devia ser «igual ao olhar da cruz». Quando o quadro estava quase pronto, a madre Irene e Faustina foram vê-lo para aprová-lo. Faustina não ficou totalmente satisfeita, e o pintor se preocupou.

Em junho o quadro ficou pronto. De volta à capela do convento, Faustina se queixou chorando: «Quem Vos pintará tão belo como Vós sois?».

A resposta veio: «A grandeza desta imagem não está na beleza da cor nem na do pincel, mas na minha graça».

O padre Sopoćko não se atreveu a pedir ao arcebispo permissão para pendurá-lo numa igreja: tinha vergonha de explicar de onde ele vinha. Colocou-o num corredor escuro junto à igreja de São Miguel, da qual era reitor.

Naqueles meses ele lhe havia pedido outra obediência: que escrevesse o que vivia. Ela começou uns cadernos. Um dia, enquanto o padre estava fora de Vilnius, um suposto anjo lhe sugeriu queimá-los, e ela jogou no fogo o que tinha escrito. Para as irmãs da sua congregação, não há dúvida: aquele anjo vinha disfarçado, e era um demônio.

Quando o padre voltou, ela lhe contou tudo. Ele pediu que escrevesse tudo de novo. Por isso o primeiro caderno mistura o que ela vivia naqueles dias com lembranças de anos antes. Eram os cadernos do seu Diário, os mesmos que um dia, copiados com erros, chegariam a Roma.

O quadro, enquanto isso, continuava na penumbra do seu corredor.

A janela de Ostra Brama

Irmã Faustina pedia ao padre que pendurasse a imagem na igreja a qualquer custo, e ele não tinha pressa nenhuma. Na Semana Santa de 1935, ela lhe trouxe um pedido bem preciso: Jesus insistia em que a imagem fosse exposta durante três dias em Ostra Brama, o santuário de Nossa Senhora. Ali ia se encerrar o Jubileu da Redenção, que celebrava os dezenove séculos da Paixão. O encerramento caía justamente no primeiro domingo depois da Páscoa, o mesmo que Jesus lhe havia pedido em Płock para a Festa da Misericórdia.

Pouco depois, o reitor do santuário pediu ao padre que pregasse naquele encerramento. Ele aceitou com uma condição: que colocassem a imagem da Misericórdia na janela do pórtico.

E lá ficou ela, de 26 a 28 de abril, no alto, visível de muito longe. Chamava a atenção de todos, mais até do que a imagem de Nossa Senhora. Faustina estava no meio da multidão.

Enquanto o padre pregava sobre a misericórdia de Deus, Faustina viu que a imagem ganhava uma aparência viva e que os raios entravam no coração das pessoas reunidas. Ouviu: «Tu és testemunha da minha misericórdia».

Terminada a festa, o quadro voltou para o seu canto escuro. Ali ficaria mais dois anos, até que o abençoaram e o colocaram, enfim, dentro da igreja de São Miguel.

Em sua cela de Vilnius, numa sexta-feira de setembro, Faustina viu um anjo que vinha à terra para castigar o mundo por seus pecados. Suplicou-lhe que esperasse, que o mundo faria penitência. Mas, diante da majestade da Santíssima Trindade, não se atreveu a repetir a súplica.

Só quando sentiu na alma a força da graça começou a rezar, com umas palavras que ouvia por dentro. E, enquanto rezava, viu que o anjo não podia cumprir o castigo.

Na manhã seguinte, quando entrou na capela, Jesus lhe ensinou a rezar essa oração com um terço comum. Nas contas do Pai-Nosso: «Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro». Nas da Ave-Maria: «Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro». Era o Terço da Divina Misericórdia.

Faustina o levou à madre geral, a madre Micaela, numa folha escrita de próprio punho. A madre geral não permitiu que fosse rezado em comunidade: à noite as irmãs já rezavam um terço parecido.

— Mas este é outro — respondeu Faustina.

A madre geral guardou aquela folha.

Em março do ano seguinte, Faustina deixou Vilnius para sempre; seu caminho a levaria de volta a Cracóvia. A imagem continuava escondida no seu corredor.

O terço em Prądnik

Guiada por um anjo, Irmã Faustina esteve nos abismos do inferno. Foi no fim de outubro de 1936. A primeira pena que viu, aquela que faz daquele lugar um inferno, era a perda de Deus. Depois vinham os remorsos que não cessam e um fogo que penetra a alma sem aniquilá-la. Ela teria morrido diante daquilo se a onipotência de Deus não a sustentasse. Uma coisa ficou gravada nela: a maior parte das almas que estavam ali não acreditava que o inferno existisse.

Ao voltar a si, não conseguia se refazer do espanto. Desde então passou a rezar com mais fervor pela conversão dos pecadores e pedia para eles, sem descanso, a misericórdia de Deus. Essa súplica logo ganharia um rosto.

Ela estava com tuberculose, que já tinha atingido os pulmões e o aparelho digestivo. Em dezembro, foi internada em Prądnik, o hospital de Cracóvia para doentes contagiosos. No terceiro dia ali, encontrou uma mulher que agonizava e ouviu na alma: «Reza o terço que te ensinei».

Correu para buscar o terço, ajoelhou-se junto à cama e rezou. De repente, a moribunda abriu os olhos, pousou o olhar em Irmã Faustina e morreu com uma serenidade misteriosa.

Quase dois anos depois, o padre Sopoćko chegou a Cracóvia e foi vê-la no hospital, onde ela estava internada pela segunda vez. Encontrou-a preparada para morrer. Falaram de outra coisa que ela tinha querido fazer, além do quadro e da Festa: fundar uma nova congregação. Agora a doente lhe disse que aquilo tinha sido só uma ilusão, e que talvez todo o resto também fosse. Ele prometeu perguntar a Jesus na oração.

No dia seguinte, o padre celebrou a Missa por ela. No altar, veio-lhe uma ideia: ela não tinha podido pintar o quadro e só dera as indicações, e do mesmo modo não podia fundar a congregação, apenas orientá-la. Quando ele voltou, ela lhe disse que não era preciso falar mais, porque sabia que Jesus lhe tinha dado luz durante aquela Missa. Depois lhe pediu uma coisa acima de todas: que se empenhasse para que a Festa da Divina Misericórdia fosse instituída no primeiro domingo depois da Páscoa.

Em 2 de setembro, o padre já tinha se despedido e se afastado alguns passos quando se lembrou de que lhe trazia uma dúzia de livrinhos impressos em Cracóvia com as orações dela: a novena, a ladainha e o terço. Voltou na mesma hora e abriu a porta. Viu-a sentada, totalmente imersa na oração, «quase como que flutuando acima da cama», com o olhar fixo em algo que ele não via e as pupilas um pouco dilatadas.

Ele quis se retirar sem incomodá-la. Mas ela voltou a si, viu-o e lhe pediu desculpas por não tê-lo ouvido bater nem entrar. O padre lhe entregou os livrinhos. Ao se despedir, Irmã Faustina lhe disse:

— Nós nos veremos no céu!

Em meados de setembro, levaram-na de volta ao convento de Łagiewniki, para um quarto isolado da enfermaria, à espera da morte.

O círio ardeu o tempo todo

O padre Sopoćko entrou naquele quarto pela última vez em 26 de setembro. Irmã Faustina já não quis, ou já não pôde, conversar com ele. Deu-lhe uma única razão: «Estou ocupada com meu Pai Celeste».

Naquele mesmo dia, disse-lhe mais uma coisa: que morreria dez dias depois.

Pouco antes do fim, a doente se ergueu um pouco na cama e pediu à superiora que se aproximasse. Era a madre Irene, a mesma que em Vilnius a acompanhava aos sábados ao ateliê do pintor. Inclinada sobre o travesseiro, ela a ouviu sussurrar: «O Senhor quer me elevar e me fazer santa».

A madre Irene não viu nela orgulho, mas muita seriedade: Faustina recebia aquela promessa como um presente. A superiora saiu do quarto comovida, sem se dar conta ainda do que acabara de ouvir.

No seu último dia, às quatro da tarde, o padre José Andrasz, seu confessor em Cracóvia, ouviu sua confissão e lhe deu a absolvição pela última vez.

Na hora do jantar, a campainha tocou. As irmãs se levantaram da mesa do refeitório e subiram. Junto à cama estavam o capelão e a madre Irene; as outras ficaram no corredor. Rezaram juntas as orações pelos agonizantes. Então Irmã Faustina disse à superiora que ainda não ia morrer. E as irmãs desceram para o ofício da tarde.

Entre elas ia Eufêmia, uma juniorista, isto é, uma irmã jovem que ainda não tinha feito os votos para sempre. Tinha ouvido dizer que Irmã Faustina com certeza seria santa, e queria ver como morrem os santos. Mas não tinha permissão para velar uma doente de tuberculose. Então pediu às almas do purgatório que a acordassem a tempo, deitou-se em sua cela e logo adormeceu.

Durante a noite, uma voz a acordou: «Irmã, se a senhora quiser assistir à morte da Irmã Faustina, levante-se».

A irmã que a chamava vinha buscar a irmã Amélia e tinha errado de cela. Eufêmia foi acordar Amélia, vestiu o hábito e a touca, e as duas saíram correndo para a enfermaria.

Na cama, Irmã Faustina abriu levemente os olhos. Sorriu um pouco. Depois inclinou a cabeça.

Amélia disse que ela tinha morrido. Eufêmia olhou para a companheira sem dizer nada. Continuaram rezando, e o círio ardeu o tempo todo.

Faltavam quinze para as onze da noite de 5 de outubro de 1938. Irmã Faustina tinha trinta e três anos.

Dois dias depois, foi sepultada no túmulo da Congregação, no fundo da horta do convento. Ninguém da família veio: ela não quisera que gastassem com a viagem. Fora daquelas paredes, quase ninguém sabia o que ela deixava: uns cadernos, umas orações impressas em livrinhos e umas poucas palavras ao pé de uma imagem.

Dezenove anos no altar

Uma fotografia do quadro, de apenas um centímetro, costurada no quepe de um soldado: foi assim que a imagem começou a viajar sem ela, quando a guerra chegou, no ano seguinte à sua morte. Em Vilnius, a pedido do padre Sopoćko, um fotógrafo fez cerca de mil cópias de vários tamanhos, e algumas foram parar também em uniformes. Dentro de pacotes, os santinhos entravam em prisões e em campos de concentração.

Em Cracóvia, um pintor que nunca a conhecera, Adolf Hyła, pintou a imagem como ex-voto, uma oferta de gratidão a Deus pela proteção de sua família durante a guerra. Aquela tela não cabia no altar lateral da capela de Łagiewniki, e ele pintou outra com a medida exata do vão. Quem a abençoou foi o padre Andrasz, o confessor que tinha dado a absolvição a Faustina no seu último dia. Era o primeiro domingo depois da Páscoa de 1944: o domingo em que Jesus tinha pedido, em Płock, que sua imagem fosse abençoada.

Com os anos, o pintor trocaria a paisagem do fundo por um chão sob os pés de Jesus e um verde-escuro.

Em 1959, chegou de Roma um documento da Santa Sé que proibia difundir a devoção nas formas que ela havia transmitido.

A própria Congregação dela aponta uma das razões. Em Roma tinham lido uma cópia datilografada dos seus cadernos, cheia de erros, traduzida para o italiano, que nem sequer distinguia quando era Jesus quem falava. O Diário ainda não tinha sido publicado.

O documento deixava a cada sacerdote a decisão de retirar ou não a imagem, e em muitas igrejas ela foi tirada. Na capela de Łagiewniki, por decisão do arcebispo que então governava Cracóvia, ela continuou no seu altar. Durante dezenove anos, aquele vão feito sob medida não ficou vazio.

A história de quem pediria a revisão daquela proibição começa antes, nos anos da guerra, com uma lembrança que em Cracóvia passa de boca em boca. Um jovem operário da fábrica Solvay, Karol Wojtyła, desviava do caminho ao voltar do trabalho para rezar diante do túmulo da Irmã Faustina, no fundo da horta.

Anos depois, aquele operário era o arcebispo de Cracóvia. Mandou estudar a fundo a vida e as virtudes da Irmã Faustina e pediu que a proibição fosse esclarecida.

Em 1978, diante dos pedidos que chegavam sobretudo da Polônia, o órgão do Vaticano que zela pela doutrina da fé examinou muitos documentos originais que em 1959 não se conheciam. Declarou que aquelas proibições já não obrigavam.

O que ela viu e ouviu é o que a Igreja chama de revelação privada: não acrescenta nada à fé que Cristo entregou, ajuda a vivê-la.

Três anos mais tarde, o seu Diário foi publicado pela primeira vez, em polonês, e a sua própria voz pôde ser lida sem os erros daquela cópia.

Nesse mesmo ano, uma mulher norte-americana que tinha deixado de crer chegou com sua família a Łagiewniki, diante do túmulo da Irmã Faustina.

O domingo que ela pediu

Bob Digan tinha certeza de que haveria um milagre. Sua mulher, Maureen, não tinha. Tinham atravessado o oceano desde Massachusetts com o filho de oito anos, e ela só tinha vindo por causa do casamento. Desde a adolescência sofria de um linfedema, um inchaço crônico que já lhe tinha custado uma perna. Fazia anos que não praticava a fé, porque achava que Deus não a queria.

Certa noite, no santuário, rezava o Terço da Misericórdia com um grupo. Pelo que ela conta, ouviu por dentro a Irmã Faustina, que lhe oferecia ajuda se ela pedisse. Maureen respondeu que, se a tinha arrastado para tão longe de casa, fizesse alguma coisa logo. E ficou curada, embora no começo não quisesse admitir.

Os médicos que a examinaram não encontraram explicação. Roma aceitou a sua cura como o milagre que abria o caminho para a beatificação, o passo anterior à canonização. João Paulo II, o antigo operário da fábrica Solvay, declarou a Irmã Faustina beata na Praça de São Pedro.

Em Baltimore, o padre Ronald Pytel tinha o coração doente. Uma válvula estreita deixava passar apenas um quinto do sangue. Ele foi operado, mas o médico não lhe prometia uma vida normal.

No dia 5 de outubro de 1995, aniversário da morte da Irmã Faustina, a paróquia dele passou o dia rezando diante do Santíssimo exposto. À tarde, um grupo pediu a sua cura pela intercessão da beata, e ele venerou as relíquias dela. Naquela noite, ao respirar fundo, sentiu perto do coração uma dor que nunca tinha sentido. O remédio começou a fazer mal a ele.

Semanas depois, o cardiologista dele, o doutor Fortuin, olhou o ecocardiograma e chamou o sacerdote ao consultório. Ficou olhando para ele em silêncio por um bom tempo. Depois lhe disse que alguém tinha intercedido por ele, e acrescentou: «Seu coração está saudável». O sacerdote, espantado, perguntou: «O quê?». E o médico repetiu: «Seu coração está saudável».

Ao sair, o padre Pytel ligou para o seu melhor amigo, outro sacerdote, que respondeu: «É o milagre que estávamos pedindo». Médicos e teólogos o estudaram durante anos, e essa cura foi o milagre da canonização. O sinal pedido em Płock, que foi preciso esperar, chegava assim: graças que os médicos não sabiam explicar.

O dia 30 de abril de 2000 era o segundo domingo da Páscoa, ou seja, o primeiro domingo depois da Páscoa: aquele que Jesus lhe tinha pedido numa cela de Płock e que ela não chegou a ver.

Na Praça de São Pedro, João Paulo II a inscreveu entre os santos. Anunciou que, a partir daquele dia e em toda a Igreja, aquele domingo se chamaria Domingo da Divina Misericórdia.

No final, dirigiu-se a ela e rezou com ela a oração que era sua, na língua dos dois: «Jezu, ufam tobie». Jesus, eu confio em Vós.

Aquele domingo é o de Jesus, o que ela pediu em nome dele. O dela, no calendário de toda a Igreja, é outro: 5 de outubro, o dia em que morreu em Łagiewniki.

Sob a imagem

Longe da praça, na capela do convento de Łagiewniki, a imagem pintada por um homem que nunca a conheceu preside o altar. A seus pés continuam as mesmas palavras.

Sob a mesa desse altar há um pequeno caixão de mármore branco. Dentro, uma caixa de madeira de sândalo guarda os restos mortais de Santa Faustina, que ninguém vê. Às três da tarde, a hora em que Jesus agonizava na cruz, as pessoas se ajoelham diante dessa imagem e rezam o Terço, conta por conta. É a Hora da Misericórdia, a oração que Jesus lhe pediu para essa hora neste mesmo convento.

Também no Brasil, no Santuário da Divina Misericórdia de Campina Grande, na Paraíba, foi entronizada uma relíquia de Santa Faustina, um pequeno fragmento de osso trazido da Polônia. A Missa da entronização foi presidida pelo bispo diocesano, dom Dulcênio Fontes de Matos.

O primeiro quadro, aquele que a fez chorar quando o viu pronto e que passou anos num corredor escuro, está hoje em Vilnius, na igreja da Santíssima Trindade.

A religiosa que vendia pão foi enterrada no fundo da horta. Agora descansa sob a imagem que não sabia pintar. Não viu o domingo que pediu, e quase ninguém acreditou nela. Confiou e obedeceu, também no escuro, e outros levaram a imagem, a oração e o domingo a toda a Igreja.

A confiança de uma moça pobre cabe hoje numa única frase, e todos os dias há quem a reze diante do seu túmulo.

Santa Faustina, apóstola da Divina Misericórdia, vós que vendestes pão, cuidastes de um jardim e abristes a portaria sem que ninguém soubesse o que o Senhor vos confiava, e que na dúvida continuastes obedecendo até o fim: alcançai-nos de Jesus Misericordioso a graça de confiar n'Ele quando não entendemos, de ter misericórdia de quem sofre ao nosso lado e de não deixar ninguém sozinho na hora da morte, para que também nós saibamos dizer-Lhe com a vossa mesma simplicidade: Jesus, eu confio em Vós. Santa Faustina, rogai por nós. Amém.

Fontes

Fontes primárias (1934–1948)

  • Miguel Sopoćko, Mis recuerdos de santa Faustina (1948) santafaustina.es
  • Michaela Moraczewska, Recuerdo de la superiora general (1948), trad. X. Bordas Cornet santafaustina.es
  • Ronald Pytel, «Ron, ¿quién intercedió por ti?» (2000) santafaustina.es

Fontes hagiográficas e tradição

  • Congregación de las Hermanas de la Madre de Dios de la Misericordia, Biografía (2015) santafaustina.es
  • Congregación ISMM, Calendario de la vida de Sor Faustina santafaustina.es
  • Congregación ISMM, Calendario (historia de la Congregación) (2015) santafaustina.es
  • Elżbieta Siepak ISMM, Imagen: la historia (2015) santafaustina.es
  • Elżbieta Siepak ISMM, La Fiesta de la Misericordia (2015) santafaustina.es
  • Congregación ISMM, Coronilla a la Divina Misericordia (2015) santafaustina.es
  • Elżbieta Siepak ISMM, El Diario (2015) santafaustina.es
  • Congregación ISMM, Padre Miguel Sopoćko santafaustina.es
  • Elżbieta Siepak ISMM, Grób św. Siostry Faustyny (2025) — Sanktuarium Bożego Miłosierdzia Kraków-Łagiewniki

Documentos eclesiásticos e estudos

  • Oficina de las Celebraciones Litúrgicas del Sumo Pontífice, María Faustina Kowalska 1905-1938 (2000) — vatican.va
  • Juan Pablo II, Homilía de canonización de Sor Faustina Kowalska (2000) — vatican.va
  • Sagrada Congregación para la Doctrina de la Fe, Notificación (1978), AAS 70 (1978) 350 — vatican.va
  • Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, Decreto Prot. N. 229/20 (2020) — vatican.va
  • Catecismo de la Iglesia Católica, n. 67 (1992) — vatican.va
  • George W. Kosicki y David C. Came, Faustina: Saint for the Third Millennium (2010) — Marian Press / thedivinemercy.org
  • Zoe Romanowsky, 42 years after a miracle at St. Faustina's shrine (2023) — EWTN News

Contexto contemporâneo

  • Archidiócesis de Toledo, La parroquia de Yepes recibe una reliquia de santa Faustina Kowalska (2024) — architoledo.org
  • Diocese de Campina Grande, Relíquia de Santa Faustina é entronizada no Santuário da Divina Misericórdia (2022) — diocesecg.org
  • Diocèse de Montauban, Sanctuaire de la Miséricorde divine — diocese-montauban.fr
  • National Shrine of The Divine Mercy, Tour of the Shrine Church — shrineofdivinemercy.org

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quinta-feira, 29 de outubro · Evangelho

Jesus segue para Jerusalém e chora sobre a cidade que mata os profetas

Naquele tempo, no mesmo dia, aproximaram-se alguns fariseus e disseram a Jesus: “Sai e vai embora daqui, porque Herodes quer matar-te”. Ele lhes disse: “Ide dizer a essa raposa: Eis que expulso demônios e realizo curas…